miércoles, 2 de diciembre de 2009

O nascimento de Vênus e a beleza de Simonetta Vespucci

O Nascimento de Vênus é uma pintura de Sandro Botticelli, encomendada por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici para a Villa Medicea di Castello.

A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. Consiste de têmpera sobre tela e mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de largura.

A pintura representa a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.

É provável que a obra tenha sido feita por volta de 1483, sob encomenda para Lorenzo di Pierfrancesco, que a teria pedido para enfeitar sua residência, a Villa Medicea di Castello. Alguns estudiosos sugerem que a Vênus pintada para Pierfrancesco, e mencionada por Giorgio Vasari, teria sido outra que não a obra exposta em Florença e estaria perdida até o momento.

Alguns acreditam que a obra seja homenagem ao amor de Giuliano di Piero de' Medici (que morreu em 1478, na Conspiração dos Pazzi) por Simonetta Cattaneo Vespucci, que viveu em Portovenere, uma cidadela à beira-mar. Qualquer que tenha sido a inspiração do artista, parecem haver influências de obras como a "Metamorfose" e "Fasti", ambas de Ovídio, e "Versos", de Poliziano.



Simonetta Vespucci (1453-1476), "La Bella Simonetta", foi a mulher mais bonita em Florença, Itália. Ela era tão bonita que a continuaram pintando por mais de 20 anos após sua morte. Seu rosto aparece em várias pinturas de Botticelli, como o "Nascimento de Vénus". Botticelli terminou a pintura O Nascimento de Vênus, em 1485, nove anos depois. Alguns alegaram que Vênus, neste quadro, se assemelha a Simonetta, no entanto, esta afirmação, é tida como "um disparate romântico" pelo famoso historiador Felipe Fernández-Armesto! Simonetta Vespucci morreu na noite de 26 ou 27 abril de 1476, provavelmente de tuberculose pulmonar com apenas 22 anos. A cidade inteira lamentou a sua morte e milhares seguiram seu caixão. Rumores alegam que Boticelli também teria caído no amor por ela, uma opinião que foi ainda mais apoiada por seu pedido de ser enterrado a seus pés na Igreja de Todos os Santos - a igreja paroquial da Vespucci - em Florença. Seu desejo foi realizado quando ele morreu cerca de 34 anos depois, em 1510.

miércoles, 18 de noviembre de 2009

Quando o amor envelhece ou não sei se existe em mim, saudades de você!!!



No meio da noite escura, chuvosa e quando temos apenas a companhia da solidão, esperamos a mão que nos resgata e nos segura firme, esperamos o afago e os beijos entorpecentes, cheios de furor... E é assim, sem querer nada qualificar, que sentimos a angústia se esvaecer, diminuir até acabar...
Mas o tempo, senhor de tudo, que tudo nos dá e toma, da sua boca, resta-me a ausência aterradora, na esperança de que um dia voltes a mim e que aplaque a tristeza contida...
E que a vida seja assim, feita de momentos vividos e que as lembranças se apaguem, porque existem momentos que precisam cair para sempre no esquecimento... E se quiseres voltar meu amor, volta não. Porque me partistes em mil pedaços...
Sentirei falta da tua mão na minha, quando elas se encaixavam em nossos passeios de trem pelo velho mundo, e sem saber, deixamos o nosso amor envelhecer, e tudo que envelhece morre... Te digo adeus... E sem saber se te amo... Seguirei tentando... Assim... Porque eu e você, na verdade, nunca fomos nós...

viernes, 13 de noviembre de 2009



Eugène Delacroix, pintor francês, nasceu em Charenton-Saint-Maurice, em 26 de abril de 1798, e faleceu em Paris no dia 13 de agosto de 1863...

Se você me encontrar, por favor, devolva-me!!!

Imerso, perdido dentro de mim, sigo, sem saber de fato o que tenho, o que sou e onde chegarei nessa longa espera que é viver.
Tenho dentro de mim dores insuportáveis e pensamentos tortuosos, tenho outro de mim, outro eu, mais forte, determinado e dominador...
Esse outro eu de mim, me domina, anda só na noite fria e escura, e o eu meu, vai ficando perdido no canto, como poeira esquecida.
A cada dia percebo que o amor não me escolheu, ele foge de mim e quanto mais eu almejo e espero e, sinto que fui encontrado, me perco novamente dentro de mim...
E assim, vou ficando a esmo, vendo o tempo passar sem mim...
Porque os dias tem sido longos e as noites curtas...
E na grande maioria das vezes eu não acordo, eu passo.
E agora, como já fiz outrora, mesmo dilacerado, me movo, vergo e me dilacero...
Vou seguir, na expectativa de que alguém encontre o meu eu e que quando encontrar possa devolver-me.
Mas ciente, mais calmo, mais sereno, mais atento e menos altivo...
E parafraseio Hilda Hilst: "Se eu te pareço noturno e imperfeito, olha-me de novo, porque esta noite olhei-me a mim, como se tu me olhasses. Olha-me de novo, com menos altivez e mais atento"...

lunes, 24 de agosto de 2009



Pintor, gravador e vitralista bielorusso, Marc Chagall nasceu em Vitebsk em 7 de julho de 1887 e morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985.

Perdão. Perdi Você...

Este aqui é um fim. Este qual? Pergunto-me sem resposta.
Fim de rastros e constelações soberbas, que sem dó de mim, nem me olham.
A falta de algo em que me apegar me humilha.
Eu e minha pequena solidez, enquanto homem e ser com náusea.
As vezes queria ser árvore. Altiva e forte, mas as vejo com os braços estendidos ao céu, numa dança louca de súplica e desdém.
Outras queria ser pedra, imóvel e inerte, mas essas pisa-as toda a gente.
Está tudo certo, ainda existem cemitérios pequenos?
E quando há engano?
Quando me questiono se a melhor dádiva da vida, poderia ser a de não ter nascido...
O que resta de mim, se um dia hei de ser pó, cinza e nada, que eu saiba me perder pra me encontrar em teus braços castos.

E eu, com meu peito angustiado e cheio de dúvidas vãs, no meu mundo de insônia e insensatez, rogo a solidão da noite e a poeira dos vãos esquecidos, que me deixem sentir na carne e que preencham em mim o puído dos vãos... Pois descobri que dói muito viver e ser oco...

E assim, como quem não espera nada, rio, vergo e me dilacero... Mesmo assim ainda me movo. Sou uma janela sem paisagem...
Tantas preocupações soltas e nenhuma concatenada. Como se pode ser assim, pedi tão pouco – e nada!

Agora brinco com o bem e ao mal se este me falta, espero que voltes a mim, mesmo que seja pra me fazer mal.

Eu, na calada da noite, ainda vejo teu rosto, queria ser cego de nascença, e assim nunca ter te visto e te amado em vão.

Se hoje, sozinho estou, sem amor certo e com amores errantes, esperando que um dia possa sentir-te junto a mim, me pergunto por las noches: Como se pode amar sozinho?

Ou esperar por alguém que sabemos que nunca virá?

Ó estúpido coração que apodrece na ânsia de um dia te ver assim, sorrindo e esse sorrido seja pra mim, e o olhar se fixe nos olhos meus e a tua boca, como o universo em êxtase, daqueles êxtases pagãos que vencem a morte, se una assim, sem nada querer qualificar...

Porque hoje não tenho mais amigos. Por ti não tenho amigos. Por não ser mais quem eu era, e como sou algo novo, que nem mesmo ainda sei se gosto, os amigos vêm e partem, numa eterna inconsistência vazia, como uma daquelas conchas de quem o mar esqueceu.

E por ora é isso, estou aqui com meus sentimentos, aos poucos vou abandoná-los, um a um. Até que a minha vida se transforme em silêncios extremamente ocupados.

sábado, 22 de agosto de 2009



James Ensor (Ostende, 13 de Abril de 1860 — 19 de Novembro de 1949) foi um pintor belga dos séculos XIX e XX.

Era filho de James Frederic Ensor, um engenheiro de origem inglesa e de Maria Catherina Haegheman, de origem local modesta. Ensor foi ao longo de toda a sua vida um ser marginal e solitário e é dificil encontrar um outro artista do século XIX e XX cuja obra seja tão complexa, estranha e tão rica de interpretações.

Ensor ficou particularmente famoso pelos seus desenhos e pinturas de máscaras e multidões que utilizou como crítica social. As suas obras estão espalhadas por museus e colecções particulares de toda a Europa.

Ensor faleceu em 1949 após três semanas de agonia. Está sepultado em Mariakerk, no cemitério junto da igreja de Notre-Dame-des-Dunes.

martes, 18 de agosto de 2009

Reflexão e incompreensão...

Nos últimos tempos, para ser bem redundante, tenho prestado atenção ao tempo que me resta, mesmo sem saber ao certo quanto me falta.

São pensamentos, reflexos de paisagens de lugares a onde nunca estive e talvez por isso, nunca regressarei...

Tenho tentado ser quem não sou, mostra-me a mis mesmo e com isso, me vi sem ser ou saber que nesses últimos instantes, nada me basta...

Ando com o coração angustiado e cheio de insatisfação, por coisas ou defeitos, talvez da própria traição de mim mesmo, de não ter as escolhas bem acertadas, de não ver que a vida é feita de ciclos, não os enxergo, ou não os quero enxergar e assim sigo inerte e só com o se eu estivesse sozinho em um mar de rostos...

É como agora, chega sem pedir licença um vazio insuportável que em transporta para onde não sei e onde não quero ir...

Culpa minha, abandonei os meus sentimentos e agora a minha vida é um caminho eterno de silêncios extremos e ocupados...

E na perspectiva ilusória de encontrar alguém que me esquente quando for frio e me compreenda quando eu me sentir completamente incompreendido... é quando me falta o chão e o maldito calor de tuas mãos...

E com veia poética digo assim, meio sem rima:

Sem você sou poço oco, sou parede sem reboco, sou vitrola sem tocar, sou peixe fora do mar, sou barco sem vela, sou pintor sem aquarela, sou assim, uma lagoa rasa, sou um pássaro sem asa sem poder voltar pra casa e em teus braços me entregar.

viernes, 24 de julio de 2009

Hilda Hilst



Paulistana de Jaú, nascida no dia 21 de abril de 1930 e falecida a 4 de fevereiro de 2004, Hilda Hilst é reconhecida, quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das nossas principais autoras, sendo consideradas uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX. Segundo o crítico Anatol Rosenfeld, “Hilda pertence ao raro grupo de artistas que conseguiu qualidade excepcional em todos os gêneros literários que se propôs - poesia, teatro e ficção”.

Dez chamamentos ao amigo!!!

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
(Hilda Hilst)

miércoles, 22 de julio de 2009

Sylvia Plath




Sylvia Plath (Jamaica Plain, Massachusetts, 27 de Outubro de 1932 — Primrose Hill, Londres, 11 de fevereiro de 1963) foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana.

Reconhecida principalmente por sua obra poética, Sylvia Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, "A Redoma de Vidro" ("The Bell Jar"), sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamentos do histórico de sua luta contra a depressão. Assim como Anne Sexton, Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional, iniciado por Robert Lowell e W.D. Snodgrass.

Amar? Para quê?

Sempre que a vida nos apresenta o amor como algo inusitado, olhamos com desconfiança, ficamos quebrando espelhos e tentando achar respostas para algo que na verdade não se pode explicar. O amor é assim, ele chega e ele vai. E como fazer pra que ele fique de vez? Que a salada antes saboreada só, tenha companhia? Como fazer ou o quê fazer para saber que esse amor é "aquele" que nos verá envelhecer e mesmo assim ainda nos amará como a primeira vista? Respostas são para aqueles que tem medo, e o problema é que eu já caí. Fica a dúvida e a companheira solidão, passam os anos, secam as lágrimas, deixa-se o desejo, escreve-se, aconselha-se, ouve-se, reclina-se sobre o tempo e como poeira em noite de vento frio, levanto-me, suspiro e me faço deitar novamente...

Pensamento torto assim o meu, que esqueceu que é possìvel amar e deixar-se amar, que os erros acontecem no amor, que a vida foi feita pra ser vivida a dois. E se esses dois serão seis ou vinte e sete, o que importa é que o amor com todo ardor, tenha espaço na vida, e que venham as cores, e que sejam mais vivas com esse amor; e quando vier a dor, agarre-a por quinze segundos e depois deite-a fora dos lençóis que antes acolheram com calor esse mesmo amor e jazem agora frios. Tenho a convicção de que voltaram a ser aquecidos.

Na calada da noite fria e cinzenta te confesso que não te quero ter, porque um dia posso acordar chorando e esse choro contido transbordará, porque tenho medo de te levar comigo nesse mar de lágrimas que eu fiz pra navegar. E de tua boca, esperava ouvir: "Meu amor, eu te prometo, aprenderei a nadar"...

E fica a velha tentativa, meio a esmo, meio a sorrelfa, sorrasteira e pertinente...

Pergunte-se. Ouse perguntar-se:

É melhor errar amando ou acertar sem amor???

Confesso que prefiro acertar sem amor... Apesar das palavras lançadas acima...

Um beijo e não me liga...

lunes, 13 de julio de 2009

Jean Nicolas Arthur Rimbaud (20 de outubro de 1854, Charleville - 10 de novembro de 1891, Marseille). Escritor francês.

Amanecí en tus brazos

Amanecí otra vez entre tus brazos
y desperté llorando de alegría
me cobijé la cara con tus manos
para seguirte amando todo el día.
Te despertaste tú casi dormida
tú me querías decir no sé que cosa
pero callé tu boca con mis besos
y así pasaron muchas muchas horas.

Cuando cayó la noche, apareció la luna
y entró por la ventana
qué cosa más bonita cuando la luz del cielo
iluminó tu cara...

Yo me volví a meter entre tus brazos
tú me querías decir no sé que cosa
pero callé tu boca con mis besos
y así pasaron muchas muchas horas.

Chavela Vargas

lunes, 6 de julio de 2009

A máxima de hoje!!!

Durante o almoço hoje com dois amigos, quase morro engasgado de tanto rir...
Duas máximas saídas e para não esquecê-las, resolvi lançá-las no universo paralelo onde vivem todos as canetas bic.
Só eu entenderei o contexto, mais aí vai, tentando ser desapegado de todos os pre-CON-Ceitos...

Máxima número 1:
Noooooosssssaaaa... Ela pediu pra ser feia no Vale dos Ecos...
Quero ser feia, quero ser feia, quero ser feia, quero ser feia...

Máxima número 2:
Bulimia é o caralho, eu quero é um pilão...

E a vida é assim...

sábado, 4 de julio de 2009



Fhotografh by Greg Gorman

Outra Era

Quando a vida me leva
Pra longe do meu bem
Fico parecendo um trilho
Onde não passa trem
Olho pro céu o céu é mais além
Miro o espelho e não vejo ninguém
Tambor dentro do peito, coração manera
Pára de chover que já é primavera
A manhã já vem e parece quimera
Mera fantasia de quem só espera
Se eu não morrer Eu vou te ver
Amanhã depois em outra era
Em Tel Aviv, Bagdá, Brasília
A saudade ilha
E quem dera eu fosse o mar, quem dera
Em Fortaleza, Pequim, Bora-Bora
A tristeza chora
Quem dera eu pudesse te beijar agora

Composição Fagner e Zeca Baleiro
Cantada por Ceumar