Je ne peux plus supporter cette situation, impossible coexister ainsi, non plus, ça suffit pour moi!
Et soudain comme la mer, mes yeux se sont remplis de larmes, parce que devant moi je voyais que tu me livrait à l'oubli.
Comme moi, sans savoir être ce que je suis, je pourrais imaginer vivre sans tes baisers et sans l'odeur de ta peau.
Moi et toi, nous n'avons jamais été "nous", et en fait c'est impossible d'aimer ainsi loin, si loin…
C'été quand il a sorti de ma vie…
J'ai encore pu voir son large dos en partant.
J'ai couché dans le sol et j'ai fermé mes yeux et a ce moment n'existait rien entre moi et le vide. Et je ne peux plus décrire ce qui a suivi après moi, puisque dans cet fatidique après-midi de septembre je jamais plus me suis réveillé dans cette vie…
Gildo em: Devaneios meus parte 4: Em francês a dor é mais densa...
Aqueles que me têm muito amor, não sabem o que sinto e o que sou, não sabem que passou um dia a dor em minha porta e nesse dia entrou, e é desde então que eu sinto esse pavor... Ouço os passos da dor, essa cadência, que é já tortura infinda que é demência que é já vontade doida de gritar, e é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, a mesma angústia funda sem remédio, andando atrás de mim sem me largar... gildorego@gmail.com 00 55 61 9229 0815
lunes, 7 de diciembre de 2009
domingo, 6 de diciembre de 2009
Azar no amor, sorte no queijo Brie…
Nas esquinas da vida, numa cidade que não há esquina, sento-me, hoje não com a solidão, e sim, com a simbologia de uma amizade eterna, daquelas que nem sabemos se algum dia existirá ou se de fato existe.
Visto de longe, causa espanto, indiferença de olhares, mas pra que tudo isso? Somos o que somos, sem mais nada querer qualificar.
Os loucos se aproximam, será que de fato não somos todos loucos? Salda-me a inteligência que vê em mim e se vai, depois volta. Coisas de louco.
Visita de amante interrompem o já não ébrio ar, beijos, papo de barriga e o sorriso feliz de quem ama e se sente amada... Ela o tem e ele a tem...
Passam as horas e o sangue já se mistura, na procura constante de compartirmos tudo, provo o seu e provas o meu... O inesperado pedaço imenso de queijo brie, tão grande como a lua vem até mim.
Indignação da parte dela: Porque eu não encontro um pedaço assim de queijo brie?
Respondo: Azar no amor. Sorte no queijo brie...
Ela ri, uma risada feliz, diz que sente minha falta e que eu sou divertido...
É assim. Somos.
O tempo do ciúme diz: Que estávamos tão lindos na mesa, os dois um casal perfeito que causava inveja, depois eu pensei comigo mesmo enquanto prestava atenção em cores das quais ainda não sei o nome.
¿Sabes quem estava na mesa com nosotros?
A felicidade...
Gildo em: Devaneios meus, parte 3. O almoço a pé...
Visto de longe, causa espanto, indiferença de olhares, mas pra que tudo isso? Somos o que somos, sem mais nada querer qualificar.
Os loucos se aproximam, será que de fato não somos todos loucos? Salda-me a inteligência que vê em mim e se vai, depois volta. Coisas de louco.
Visita de amante interrompem o já não ébrio ar, beijos, papo de barriga e o sorriso feliz de quem ama e se sente amada... Ela o tem e ele a tem...
Passam as horas e o sangue já se mistura, na procura constante de compartirmos tudo, provo o seu e provas o meu... O inesperado pedaço imenso de queijo brie, tão grande como a lua vem até mim.
Indignação da parte dela: Porque eu não encontro um pedaço assim de queijo brie?
Respondo: Azar no amor. Sorte no queijo brie...
Ela ri, uma risada feliz, diz que sente minha falta e que eu sou divertido...
É assim. Somos.
O tempo do ciúme diz: Que estávamos tão lindos na mesa, os dois um casal perfeito que causava inveja, depois eu pensei comigo mesmo enquanto prestava atenção em cores das quais ainda não sei o nome.
¿Sabes quem estava na mesa com nosotros?
A felicidade...
Gildo em: Devaneios meus, parte 3. O almoço a pé...
Fantasma!
Amo las líneas nebulosas de tu cara...
Tu voz que no recuerdo...
Tu racimo de aromas olvidados.
Amo tus pasos que a nadie te conducen...
Amo el sótano que pueblas con mi ausencia...
Amo entrañablemente tu carne de fantasma.
Francisco Hernández
Tu voz que no recuerdo...
Tu racimo de aromas olvidados.
Amo tus pasos que a nadie te conducen...
Amo el sótano que pueblas con mi ausencia...
Amo entrañablemente tu carne de fantasma.
Francisco Hernández

“La columna rota” 1944- Es un desgarrador testimonio del sufrimiento que acompañó a Frida durante toda su vida. La artista se ha representado desnuda de cintura para arriba, con un corsé que envuelve su cuerpo desnudo, en el que una inhumana brecha permite observar como una columna clásica rota en varios fragmentos sustituye a su columna vertebral, claro símbolo de su columna destrozada tras el accidente de autobús. Los autosrretratos de Frida son lamentos silenciosos.
Era uma vez: Amor aos pedaços...
Não posso mais suportar essa situação, impossível conviver assim, não dá mais, pra mim chega.
E de repente como o mar, meus olhos se encheram de lágrimas, porque na minha frente eu via que você me entregava ao esquecimento.
Como eu, sem saber ser o que sou, poderia imaginar viver sem teus beijos e sem o cheiro da tua pele.
Eu e você nunca fomos um nós, e de fato é impossível amar assim, longe, tão longe...
Foi quando ele saiu da minha vida...
Eu ainda pude ver as suas costas largas indo embora.
Deitei no chão e fechei os meus olhos e nesse momento não existia nada entre mim e o vazio e não posso mais descrever o que seguiu depois de mim, pois nessa fatídica tarde de setembro eu nunca mais acordei nessa vida...
Gildo em: Devaneios meus, parte 2 o texto em francês torna o sofrimento mais denso.
E de repente como o mar, meus olhos se encheram de lágrimas, porque na minha frente eu via que você me entregava ao esquecimento.
Como eu, sem saber ser o que sou, poderia imaginar viver sem teus beijos e sem o cheiro da tua pele.
Eu e você nunca fomos um nós, e de fato é impossível amar assim, longe, tão longe...
Foi quando ele saiu da minha vida...
Eu ainda pude ver as suas costas largas indo embora.
Deitei no chão e fechei os meus olhos e nesse momento não existia nada entre mim e o vazio e não posso mais descrever o que seguiu depois de mim, pois nessa fatídica tarde de setembro eu nunca mais acordei nessa vida...
Gildo em: Devaneios meus, parte 2 o texto em francês torna o sofrimento mais denso.
sábado, 5 de diciembre de 2009
Érase una vez: amor que no es amor...
Los días fueron pasando y la tristeza se instaló en su rostro, y cada día crecía y parecía no tener más fin, era una tristeza de culpa, de dolor, de pérdidas y daños.
Intenté descubrir el motivo, todo en vano, él había se cerrado en silencios rotos, donde no pude más entrar.
Había me acostumbrado con sus silencios prolongados, aprendí a respetar esa su parte, sabía que él necesitaba de ese mundo, un mundo sólo de él, donde nadie entraba, siempre me preguntaba: ¿donde iría él en el vagón del pensamiento?
Y en medio del silencio yo lo amaba y amo y cada día percibo que lo amo más y no tengo ojos para seguir sin él.
El tiempo va pasando y yo comienzo a consumirme como una vela, cuando él me mira yo me vuelvo un cordero, pero cuando él no me mira yo no soy nada.
Era veinte de noviembre, él entra en casa, pero no era él quien había entrado, era otro, trastocado, sus ojos rojos, su respiración pesada y difícil.
Entonces él me dijo: mi amor por ti se convirtió en espejismos que me hacen que te vea como quiero yo y en la realidad no es así, por más que yo quiera cambiar no puedo, necesitas olvidarme y acostumbrarte a oír de lejos mi voz. Yo me di cuenta que eres tú la herida que sangraba dentro de mi piel. Lo diento, no soy de madera…
Y así salió de mi vida, tal vez nunca haya entrado, sólo pasado por ella. Y desde ese día, mis sentimientos se han convertido en silencios extremadamente ocupados...
Gildo em: Devaneios meus, parte 1.
Intenté descubrir el motivo, todo en vano, él había se cerrado en silencios rotos, donde no pude más entrar.
Había me acostumbrado con sus silencios prolongados, aprendí a respetar esa su parte, sabía que él necesitaba de ese mundo, un mundo sólo de él, donde nadie entraba, siempre me preguntaba: ¿donde iría él en el vagón del pensamiento?
Y en medio del silencio yo lo amaba y amo y cada día percibo que lo amo más y no tengo ojos para seguir sin él.
El tiempo va pasando y yo comienzo a consumirme como una vela, cuando él me mira yo me vuelvo un cordero, pero cuando él no me mira yo no soy nada.
Era veinte de noviembre, él entra en casa, pero no era él quien había entrado, era otro, trastocado, sus ojos rojos, su respiración pesada y difícil.
Entonces él me dijo: mi amor por ti se convirtió en espejismos que me hacen que te vea como quiero yo y en la realidad no es así, por más que yo quiera cambiar no puedo, necesitas olvidarme y acostumbrarte a oír de lejos mi voz. Yo me di cuenta que eres tú la herida que sangraba dentro de mi piel. Lo diento, no soy de madera…
Y así salió de mi vida, tal vez nunca haya entrado, sólo pasado por ella. Y desde ese día, mis sentimientos se han convertido en silencios extremadamente ocupados...
Gildo em: Devaneios meus, parte 1.
miércoles, 2 de diciembre de 2009
O nascimento de Vênus e a beleza de Simonetta Vespucci
O Nascimento de Vênus é uma pintura de Sandro Botticelli, encomendada por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici para a Villa Medicea di Castello.
A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. Consiste de têmpera sobre tela e mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de largura.
A pintura representa a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.
É provável que a obra tenha sido feita por volta de 1483, sob encomenda para Lorenzo di Pierfrancesco, que a teria pedido para enfeitar sua residência, a Villa Medicea di Castello. Alguns estudiosos sugerem que a Vênus pintada para Pierfrancesco, e mencionada por Giorgio Vasari, teria sido outra que não a obra exposta em Florença e estaria perdida até o momento.
Alguns acreditam que a obra seja homenagem ao amor de Giuliano di Piero de' Medici (que morreu em 1478, na Conspiração dos Pazzi) por Simonetta Cattaneo Vespucci, que viveu em Portovenere, uma cidadela à beira-mar. Qualquer que tenha sido a inspiração do artista, parecem haver influências de obras como a "Metamorfose" e "Fasti", ambas de Ovídio, e "Versos", de Poliziano.
A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. Consiste de têmpera sobre tela e mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de largura.
A pintura representa a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.
É provável que a obra tenha sido feita por volta de 1483, sob encomenda para Lorenzo di Pierfrancesco, que a teria pedido para enfeitar sua residência, a Villa Medicea di Castello. Alguns estudiosos sugerem que a Vênus pintada para Pierfrancesco, e mencionada por Giorgio Vasari, teria sido outra que não a obra exposta em Florença e estaria perdida até o momento.
Alguns acreditam que a obra seja homenagem ao amor de Giuliano di Piero de' Medici (que morreu em 1478, na Conspiração dos Pazzi) por Simonetta Cattaneo Vespucci, que viveu em Portovenere, uma cidadela à beira-mar. Qualquer que tenha sido a inspiração do artista, parecem haver influências de obras como a "Metamorfose" e "Fasti", ambas de Ovídio, e "Versos", de Poliziano.

Simonetta Vespucci (1453-1476), "La Bella Simonetta", foi a mulher mais bonita em Florença, Itália. Ela era tão bonita que a continuaram pintando por mais de 20 anos após sua morte. Seu rosto aparece em várias pinturas de Botticelli, como o "Nascimento de Vénus". Botticelli terminou a pintura O Nascimento de Vênus, em 1485, nove anos depois. Alguns alegaram que Vênus, neste quadro, se assemelha a Simonetta, no entanto, esta afirmação, é tida como "um disparate romântico" pelo famoso historiador Felipe Fernández-Armesto! Simonetta Vespucci morreu na noite de 26 ou 27 abril de 1476, provavelmente de tuberculose pulmonar com apenas 22 anos. A cidade inteira lamentou a sua morte e milhares seguiram seu caixão. Rumores alegam que Boticelli também teria caído no amor por ela, uma opinião que foi ainda mais apoiada por seu pedido de ser enterrado a seus pés na Igreja de Todos os Santos - a igreja paroquial da Vespucci - em Florença. Seu desejo foi realizado quando ele morreu cerca de 34 anos depois, em 1510.
sábado, 21 de noviembre de 2009
miércoles, 18 de noviembre de 2009
Quando o amor envelhece ou não sei se existe em mim, saudades de você!!!

No meio da noite escura, chuvosa e quando temos apenas a companhia da solidão, esperamos a mão que nos resgata e nos segura firme, esperamos o afago e os beijos entorpecentes, cheios de furor... E é assim, sem querer nada qualificar, que sentimos a angústia se esvaecer, diminuir até acabar...
Mas o tempo, senhor de tudo, que tudo nos dá e toma, da sua boca, resta-me a ausência aterradora, na esperança de que um dia voltes a mim e que aplaque a tristeza contida...
E que a vida seja assim, feita de momentos vividos e que as lembranças se apaguem, porque existem momentos que precisam cair para sempre no esquecimento... E se quiseres voltar meu amor, volta não. Porque me partistes em mil pedaços...
Sentirei falta da tua mão na minha, quando elas se encaixavam em nossos passeios de trem pelo velho mundo, e sem saber, deixamos o nosso amor envelhecer, e tudo que envelhece morre... Te digo adeus... E sem saber se te amo... Seguirei tentando... Assim... Porque eu e você, na verdade, nunca fomos nós...
viernes, 13 de noviembre de 2009
Se você me encontrar, por favor, devolva-me!!!
Imerso, perdido dentro de mim, sigo, sem saber de fato o que tenho, o que sou e onde chegarei nessa longa espera que é viver.
Tenho dentro de mim dores insuportáveis e pensamentos tortuosos, tenho outro de mim, outro eu, mais forte, determinado e dominador...
Esse outro eu de mim, me domina, anda só na noite fria e escura, e o eu meu, vai ficando perdido no canto, como poeira esquecida.
A cada dia percebo que o amor não me escolheu, ele foge de mim e quanto mais eu almejo e espero e, sinto que fui encontrado, me perco novamente dentro de mim...
E assim, vou ficando a esmo, vendo o tempo passar sem mim...
Porque os dias tem sido longos e as noites curtas...
E na grande maioria das vezes eu não acordo, eu passo.
E agora, como já fiz outrora, mesmo dilacerado, me movo, vergo e me dilacero...
Vou seguir, na expectativa de que alguém encontre o meu eu e que quando encontrar possa devolver-me.
Mas ciente, mais calmo, mais sereno, mais atento e menos altivo...
E parafraseio Hilda Hilst: "Se eu te pareço noturno e imperfeito, olha-me de novo, porque esta noite olhei-me a mim, como se tu me olhasses. Olha-me de novo, com menos altivez e mais atento"...
Tenho dentro de mim dores insuportáveis e pensamentos tortuosos, tenho outro de mim, outro eu, mais forte, determinado e dominador...
Esse outro eu de mim, me domina, anda só na noite fria e escura, e o eu meu, vai ficando perdido no canto, como poeira esquecida.
A cada dia percebo que o amor não me escolheu, ele foge de mim e quanto mais eu almejo e espero e, sinto que fui encontrado, me perco novamente dentro de mim...
E assim, vou ficando a esmo, vendo o tempo passar sem mim...
Porque os dias tem sido longos e as noites curtas...
E na grande maioria das vezes eu não acordo, eu passo.
E agora, como já fiz outrora, mesmo dilacerado, me movo, vergo e me dilacero...
Vou seguir, na expectativa de que alguém encontre o meu eu e que quando encontrar possa devolver-me.
Mas ciente, mais calmo, mais sereno, mais atento e menos altivo...
E parafraseio Hilda Hilst: "Se eu te pareço noturno e imperfeito, olha-me de novo, porque esta noite olhei-me a mim, como se tu me olhasses. Olha-me de novo, com menos altivez e mais atento"...
lunes, 24 de agosto de 2009
Perdão. Perdi Você...
Este aqui é um fim. Este qual? Pergunto-me sem resposta.
Fim de rastros e constelações soberbas, que sem dó de mim, nem me olham.
A falta de algo em que me apegar me humilha.
Eu e minha pequena solidez, enquanto homem e ser com náusea.
As vezes queria ser árvore. Altiva e forte, mas as vejo com os braços estendidos ao céu, numa dança louca de súplica e desdém.
Outras queria ser pedra, imóvel e inerte, mas essas pisa-as toda a gente.
Está tudo certo, ainda existem cemitérios pequenos?
E quando há engano?
Quando me questiono se a melhor dádiva da vida, poderia ser a de não ter nascido...
O que resta de mim, se um dia hei de ser pó, cinza e nada, que eu saiba me perder pra me encontrar em teus braços castos.
E eu, com meu peito angustiado e cheio de dúvidas vãs, no meu mundo de insônia e insensatez, rogo a solidão da noite e a poeira dos vãos esquecidos, que me deixem sentir na carne e que preencham em mim o puído dos vãos... Pois descobri que dói muito viver e ser oco...
E assim, como quem não espera nada, rio, vergo e me dilacero... Mesmo assim ainda me movo. Sou uma janela sem paisagem...
Tantas preocupações soltas e nenhuma concatenada. Como se pode ser assim, pedi tão pouco – e nada!
Agora brinco com o bem e ao mal se este me falta, espero que voltes a mim, mesmo que seja pra me fazer mal.
Eu, na calada da noite, ainda vejo teu rosto, queria ser cego de nascença, e assim nunca ter te visto e te amado em vão.
Se hoje, sozinho estou, sem amor certo e com amores errantes, esperando que um dia possa sentir-te junto a mim, me pergunto por las noches: Como se pode amar sozinho?
Ou esperar por alguém que sabemos que nunca virá?
Ó estúpido coração que apodrece na ânsia de um dia te ver assim, sorrindo e esse sorrido seja pra mim, e o olhar se fixe nos olhos meus e a tua boca, como o universo em êxtase, daqueles êxtases pagãos que vencem a morte, se una assim, sem nada querer qualificar...
Porque hoje não tenho mais amigos. Por ti não tenho amigos. Por não ser mais quem eu era, e como sou algo novo, que nem mesmo ainda sei se gosto, os amigos vêm e partem, numa eterna inconsistência vazia, como uma daquelas conchas de quem o mar esqueceu.
E por ora é isso, estou aqui com meus sentimentos, aos poucos vou abandoná-los, um a um. Até que a minha vida se transforme em silêncios extremamente ocupados.
Fim de rastros e constelações soberbas, que sem dó de mim, nem me olham.
A falta de algo em que me apegar me humilha.
Eu e minha pequena solidez, enquanto homem e ser com náusea.
As vezes queria ser árvore. Altiva e forte, mas as vejo com os braços estendidos ao céu, numa dança louca de súplica e desdém.
Outras queria ser pedra, imóvel e inerte, mas essas pisa-as toda a gente.
Está tudo certo, ainda existem cemitérios pequenos?
E quando há engano?
Quando me questiono se a melhor dádiva da vida, poderia ser a de não ter nascido...
O que resta de mim, se um dia hei de ser pó, cinza e nada, que eu saiba me perder pra me encontrar em teus braços castos.
E eu, com meu peito angustiado e cheio de dúvidas vãs, no meu mundo de insônia e insensatez, rogo a solidão da noite e a poeira dos vãos esquecidos, que me deixem sentir na carne e que preencham em mim o puído dos vãos... Pois descobri que dói muito viver e ser oco...
E assim, como quem não espera nada, rio, vergo e me dilacero... Mesmo assim ainda me movo. Sou uma janela sem paisagem...
Tantas preocupações soltas e nenhuma concatenada. Como se pode ser assim, pedi tão pouco – e nada!
Agora brinco com o bem e ao mal se este me falta, espero que voltes a mim, mesmo que seja pra me fazer mal.
Eu, na calada da noite, ainda vejo teu rosto, queria ser cego de nascença, e assim nunca ter te visto e te amado em vão.
Se hoje, sozinho estou, sem amor certo e com amores errantes, esperando que um dia possa sentir-te junto a mim, me pergunto por las noches: Como se pode amar sozinho?
Ou esperar por alguém que sabemos que nunca virá?
Ó estúpido coração que apodrece na ânsia de um dia te ver assim, sorrindo e esse sorrido seja pra mim, e o olhar se fixe nos olhos meus e a tua boca, como o universo em êxtase, daqueles êxtases pagãos que vencem a morte, se una assim, sem nada querer qualificar...
Porque hoje não tenho mais amigos. Por ti não tenho amigos. Por não ser mais quem eu era, e como sou algo novo, que nem mesmo ainda sei se gosto, os amigos vêm e partem, numa eterna inconsistência vazia, como uma daquelas conchas de quem o mar esqueceu.
E por ora é isso, estou aqui com meus sentimentos, aos poucos vou abandoná-los, um a um. Até que a minha vida se transforme em silêncios extremamente ocupados.
sábado, 22 de agosto de 2009

James Ensor (Ostende, 13 de Abril de 1860 — 19 de Novembro de 1949) foi um pintor belga dos séculos XIX e XX.
Era filho de James Frederic Ensor, um engenheiro de origem inglesa e de Maria Catherina Haegheman, de origem local modesta. Ensor foi ao longo de toda a sua vida um ser marginal e solitário e é dificil encontrar um outro artista do século XIX e XX cuja obra seja tão complexa, estranha e tão rica de interpretações.
Ensor ficou particularmente famoso pelos seus desenhos e pinturas de máscaras e multidões que utilizou como crítica social. As suas obras estão espalhadas por museus e colecções particulares de toda a Europa.
Ensor faleceu em 1949 após três semanas de agonia. Está sepultado em Mariakerk, no cemitério junto da igreja de Notre-Dame-des-Dunes.
martes, 18 de agosto de 2009
Reflexão e incompreensão...
Nos últimos tempos, para ser bem redundante, tenho prestado atenção ao tempo que me resta, mesmo sem saber ao certo quanto me falta.
São pensamentos, reflexos de paisagens de lugares a onde nunca estive e talvez por isso, nunca regressarei...
Tenho tentado ser quem não sou, mostra-me a mis mesmo e com isso, me vi sem ser ou saber que nesses últimos instantes, nada me basta...
Ando com o coração angustiado e cheio de insatisfação, por coisas ou defeitos, talvez da própria traição de mim mesmo, de não ter as escolhas bem acertadas, de não ver que a vida é feita de ciclos, não os enxergo, ou não os quero enxergar e assim sigo inerte e só com o se eu estivesse sozinho em um mar de rostos...
É como agora, chega sem pedir licença um vazio insuportável que em transporta para onde não sei e onde não quero ir...
Culpa minha, abandonei os meus sentimentos e agora a minha vida é um caminho eterno de silêncios extremos e ocupados...
E na perspectiva ilusória de encontrar alguém que me esquente quando for frio e me compreenda quando eu me sentir completamente incompreendido... é quando me falta o chão e o maldito calor de tuas mãos...
E com veia poética digo assim, meio sem rima:
Sem você sou poço oco, sou parede sem reboco, sou vitrola sem tocar, sou peixe fora do mar, sou barco sem vela, sou pintor sem aquarela, sou assim, uma lagoa rasa, sou um pássaro sem asa sem poder voltar pra casa e em teus braços me entregar.
São pensamentos, reflexos de paisagens de lugares a onde nunca estive e talvez por isso, nunca regressarei...
Tenho tentado ser quem não sou, mostra-me a mis mesmo e com isso, me vi sem ser ou saber que nesses últimos instantes, nada me basta...
Ando com o coração angustiado e cheio de insatisfação, por coisas ou defeitos, talvez da própria traição de mim mesmo, de não ter as escolhas bem acertadas, de não ver que a vida é feita de ciclos, não os enxergo, ou não os quero enxergar e assim sigo inerte e só com o se eu estivesse sozinho em um mar de rostos...
É como agora, chega sem pedir licença um vazio insuportável que em transporta para onde não sei e onde não quero ir...
Culpa minha, abandonei os meus sentimentos e agora a minha vida é um caminho eterno de silêncios extremos e ocupados...
E na perspectiva ilusória de encontrar alguém que me esquente quando for frio e me compreenda quando eu me sentir completamente incompreendido... é quando me falta o chão e o maldito calor de tuas mãos...
E com veia poética digo assim, meio sem rima:
Sem você sou poço oco, sou parede sem reboco, sou vitrola sem tocar, sou peixe fora do mar, sou barco sem vela, sou pintor sem aquarela, sou assim, uma lagoa rasa, sou um pássaro sem asa sem poder voltar pra casa e em teus braços me entregar.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)




