Aqueles que me têm muito amor, não sabem o que sinto e o que sou, não sabem que passou um dia a dor em minha porta e nesse dia entrou, e é desde então que eu sinto esse pavor... Ouço os passos da dor, essa cadência, que é já tortura infinda que é demência que é já vontade doida de gritar, e é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, a mesma angústia funda sem remédio, andando atrás de mim sem me largar... gildorego@gmail.com 00 55 61 9229 0815
viernes, 19 de junio de 2009
domingo, 14 de junio de 2009
A burrinha da felicidade ou a tampa da panela...
Nos ditados populares, repassados de geração em geração e, evidentemente modificados de boca em boca, lembrei-me de uma canção que diz o seguinte: "Se avexe não, que a burrinha da felicidade nunca se atrasa, se avexe não, que um dia ela passa na porta da sua casa". Nada de príncipe em cavalo branco, uma simples e feliz burrinha. E no meio de tantas tragédias humanas, sentimentos resguardados, onde a felicidade anda escassa, peguei-me pensando em meio a dores fortes de cabeça, tremores, febre altíssima, calma... Não é a suína, assim espero. Voltando... Reza a lenda que há muitas luas, uma saborosa iguaria, conhecida como "charque", era produzida da espécime que na canção citada acima, seria encarregada de trazer a felicidade... Me peguei pensando mais uma vez, será que ela nunca veio porque virou charque?
Mas como desistir não é fácil, tem mais...
Reza outra lenda que todos nós somos comparados com panelas e respectivamente toda panela possui uma tampa que lhe encaixa perfeitamente. Dizia minha mãe, "toda panela tem sua tampa meu filho, às vezes não encontramos a certa, mas é assim mesmo, a errada dá um jeito". Triste com isso, pensei, ficar com a tampa errada, ou seja, com a pessoa errada, não me pareceu muito justo. Como o pensamento muitas vezes não tem domínio próprio, me peguei pensando novamente, se é um dito popular, obviamente que na época em que surgiu, não existiam as panelas sofisticadas de hoje em dia. Lembro das panelas de barro da minha querida e saudosa vó, e lembro ainda do fogão de lenha, onde jaziam as imensas panelas de barro, uma das maiores era onde minha vó preparava as cocadas, e sobre ela uma triste e sem gracejo algum, tornando-se cada vez mais escura, uma vez que não foi feita para fogão a lenha, estava lá, uma tampa vã de alumínio. Pensei, é assim a vida de muitos casais, absorvida pelo erro, mas pelo medo da solidão vindoura, do medo de estar só quando Kerollynne vier nos dar a mão e nos encaminha para a luz ou não, fazemos isso, escrevemos tristezas no seio da terra, juntamos a ilusão do incerto pela segurança de ter alguém... Mesmo que não seja quem gostaríamos que fosse, mas nada de tristezas infindas. Revelo que apesar da panela não ter a sua tampa apropriada, as cocadas eram deliciosas. Talvez a vida seja assim, nos habituamos e com o tempo aprendemos a amar, reinventamos o amor...
E eu? Com tantas agonias e vendo o tempo passar, fico ainda, olhando vez ou outra as pessoas que passam apressadas pela rua da cidade, imaginando que tanto a burrinha da felicidade quanto a panela e a tampa, são sinônimos e antônimos pra alma gêmea, mas essa coisa de alma já foge do meu entendimento, acreditando em Oscar Wilde que disse sabiamente: "Aqueles que veem qualquer diferença entre corpo e alma, não possuem nenhum dos dois".
Feliz Dia dos Namorados
Mas como desistir não é fácil, tem mais...
Reza outra lenda que todos nós somos comparados com panelas e respectivamente toda panela possui uma tampa que lhe encaixa perfeitamente. Dizia minha mãe, "toda panela tem sua tampa meu filho, às vezes não encontramos a certa, mas é assim mesmo, a errada dá um jeito". Triste com isso, pensei, ficar com a tampa errada, ou seja, com a pessoa errada, não me pareceu muito justo. Como o pensamento muitas vezes não tem domínio próprio, me peguei pensando novamente, se é um dito popular, obviamente que na época em que surgiu, não existiam as panelas sofisticadas de hoje em dia. Lembro das panelas de barro da minha querida e saudosa vó, e lembro ainda do fogão de lenha, onde jaziam as imensas panelas de barro, uma das maiores era onde minha vó preparava as cocadas, e sobre ela uma triste e sem gracejo algum, tornando-se cada vez mais escura, uma vez que não foi feita para fogão a lenha, estava lá, uma tampa vã de alumínio. Pensei, é assim a vida de muitos casais, absorvida pelo erro, mas pelo medo da solidão vindoura, do medo de estar só quando Kerollynne vier nos dar a mão e nos encaminha para a luz ou não, fazemos isso, escrevemos tristezas no seio da terra, juntamos a ilusão do incerto pela segurança de ter alguém... Mesmo que não seja quem gostaríamos que fosse, mas nada de tristezas infindas. Revelo que apesar da panela não ter a sua tampa apropriada, as cocadas eram deliciosas. Talvez a vida seja assim, nos habituamos e com o tempo aprendemos a amar, reinventamos o amor...
E eu? Com tantas agonias e vendo o tempo passar, fico ainda, olhando vez ou outra as pessoas que passam apressadas pela rua da cidade, imaginando que tanto a burrinha da felicidade quanto a panela e a tampa, são sinônimos e antônimos pra alma gêmea, mas essa coisa de alma já foge do meu entendimento, acreditando em Oscar Wilde que disse sabiamente: "Aqueles que veem qualquer diferença entre corpo e alma, não possuem nenhum dos dois".
Feliz Dia dos Namorados
domingo, 31 de mayo de 2009
Amor é isso.
Janeiro 24, 2009 — Texto da Jandira
Nada melhor que uma amizade sincera e limpa para afagar a alma da gente. Nas últimas duas semanas tive a companhia do meu amigo Gildo, que é o meu amor, irmão, namorado, marido, pai, filho, que também é mãe, irmã, amiga, companheira, amada, amante, tudo isso junto numa só pessoa. Hoje ele voltou para casa, em Brasília, e me deixou um recadinho. É que ontem estávamos contabilizando quantos presentes ele já me deu e quantos eu já dei a ele. Dele ganhei tapete, quadro, copos, porta-copos, cachecóis, adorno, enfeite, roupa, massagem, cuidado, carinho, livro, make up, produção para sair, apoio para enfrentar desafios, colo para curar desilusões amorosas… um monte de coisas. E não conseguíamos lembrar, ontem às 2 da madrugada, os presentes que eu havia dado a ele. Olha só o que ele lembrou hoje, antes de ir.
Ah… Witney sou eu, apesar da minha juventude. Hehe…
Nada melhor que uma amizade sincera e limpa para afagar a alma da gente. Nas últimas duas semanas tive a companhia do meu amigo Gildo, que é o meu amor, irmão, namorado, marido, pai, filho, que também é mãe, irmã, amiga, companheira, amada, amante, tudo isso junto numa só pessoa. Hoje ele voltou para casa, em Brasília, e me deixou um recadinho. É que ontem estávamos contabilizando quantos presentes ele já me deu e quantos eu já dei a ele. Dele ganhei tapete, quadro, copos, porta-copos, cachecóis, adorno, enfeite, roupa, massagem, cuidado, carinho, livro, make up, produção para sair, apoio para enfrentar desafios, colo para curar desilusões amorosas… um monte de coisas. E não conseguíamos lembrar, ontem às 2 da madrugada, os presentes que eu havia dado a ele. Olha só o que ele lembrou hoje, antes de ir.
Ah… Witney sou eu, apesar da minha juventude. Hehe…
viernes, 29 de mayo de 2009
Não sou tão má como disseram por aí...
Andei pelos cantos...
Recostado igual cabo de vassoura.
Pisando em alfinetes nas madrugadas.
Esperando que alguém me faça um chá...
Ledo engano esse de esperar a paixão furtiva, se é furtiva ora, passará...ê saudade que dá e passa, como a dor, que assim, sem querer se instala em nosso peito.
Essa é mais amarga, sorrateira. Entra sem ter permissão, cava espaço, encosta no teu ego, conversa com ele e pouco a pouco te deprime, dizendo que você não é nada, que a vida é só isso mesmo...
Que os pássaros se chocam com as vidraças, que as coisas do banheiro saltam sem explicação plausível e renomada, assim como a confiança que a gente perde e nunca mais acha...
Por falar em coisas que se perdem, tenho sentido que me perdi de mim mesmo, por acaso se alguém encontrar "mim mesmo", avise-o que preciso ter um conversa muito séria com ele...
Fugidio como a luz cambaleante de uma vela ao vento e na escuridão ou rápido como a desilusão ou seria talvez a dor de ser enganado depois de pensar que encontrou o amor...
E assim a vida segue, os anos passam e você pensa que está fora de si, quando na verdade você nunca esteve em parte alguma...
Lembrei de um poema que diz: "Tenho medo de entrar dentro de mim e nunca mais me encontrar", Sabem de quem é, meu...
Pergunto: Se eu não entrar em mim, como caralho voador vou permitir que outros entrem?
Taí, solidão é algo de fato opcional, pode-se estar sozinho em um mar de rostos...
E a culpa de tudo isso é dela...
Minha melhor amiga que anda me traindo...
Enquanto a única coisa que vai passando a mão em mim é o tempo.
A minha MENTE tenta me convencer que ela não é tão má como disseram por aí...
Vai saber ou acreditar...
O certo é que ele vem pra todos...
Ele quem?
O tempo.
Que tudo cura, tudo destrói, tudo apaga, tudo dá e tudo tira...
Termino assim sem nexo, citando algo que li na última madrugada.
Que de fato me consome tempo e pra mim é o próprio tempo.
Eu olho a árvore e a árvore me olha, ela quer me dizer algo, me aproximo e encosto meu ouvido mouco no seu tronco envelhecido...
Ela diz:
"Eu sou a madeira do teu berço, a madeira da tua enxada, a madeira do teu cajado e serei a madeira do teu caixão"...
Recostado igual cabo de vassoura.
Pisando em alfinetes nas madrugadas.
Esperando que alguém me faça um chá...
Ledo engano esse de esperar a paixão furtiva, se é furtiva ora, passará...ê saudade que dá e passa, como a dor, que assim, sem querer se instala em nosso peito.
Essa é mais amarga, sorrateira. Entra sem ter permissão, cava espaço, encosta no teu ego, conversa com ele e pouco a pouco te deprime, dizendo que você não é nada, que a vida é só isso mesmo...
Que os pássaros se chocam com as vidraças, que as coisas do banheiro saltam sem explicação plausível e renomada, assim como a confiança que a gente perde e nunca mais acha...
Por falar em coisas que se perdem, tenho sentido que me perdi de mim mesmo, por acaso se alguém encontrar "mim mesmo", avise-o que preciso ter um conversa muito séria com ele...
Fugidio como a luz cambaleante de uma vela ao vento e na escuridão ou rápido como a desilusão ou seria talvez a dor de ser enganado depois de pensar que encontrou o amor...
E assim a vida segue, os anos passam e você pensa que está fora de si, quando na verdade você nunca esteve em parte alguma...
Lembrei de um poema que diz: "Tenho medo de entrar dentro de mim e nunca mais me encontrar", Sabem de quem é, meu...
Pergunto: Se eu não entrar em mim, como caralho voador vou permitir que outros entrem?
Taí, solidão é algo de fato opcional, pode-se estar sozinho em um mar de rostos...
E a culpa de tudo isso é dela...
Minha melhor amiga que anda me traindo...
Enquanto a única coisa que vai passando a mão em mim é o tempo.
A minha MENTE tenta me convencer que ela não é tão má como disseram por aí...
Vai saber ou acreditar...
O certo é que ele vem pra todos...
Ele quem?
O tempo.
Que tudo cura, tudo destrói, tudo apaga, tudo dá e tudo tira...
Termino assim sem nexo, citando algo que li na última madrugada.
Que de fato me consome tempo e pra mim é o próprio tempo.
Eu olho a árvore e a árvore me olha, ela quer me dizer algo, me aproximo e encosto meu ouvido mouco no seu tronco envelhecido...
Ela diz:
"Eu sou a madeira do teu berço, a madeira da tua enxada, a madeira do teu cajado e serei a madeira do teu caixão"...
miércoles, 27 de mayo de 2009
Romã
![]() |
| Lara Flinn Boyle |
Mesmo sabendo nunca pensamos e se pensamos, tentamos disfarçar...
Eu descobri que vou morrer...
Descobri com um tom espantado de mim mesmo.
Vou morrer um dia...
Então não devo ter mais medo da vida...
Tenho todos os direitos,
Inclusive o de ser feliz...
O de me arriscar em tudo.
Hoje eu queria ser fresca e bela como uma romã.
Mas acontece que sou ontem...
Não quero...
Mas as vezes acordo...
E pareço-me com um desmaio...
Sem sangue...
Sem cor...
Sem vivacidade de alma...
E quando eu morrer, vou sentir tanta saudade de mim mesmo...
martes, 26 de mayo de 2009
Déjà vu
Eu já vi
Déjà vu
Deixa ver
Eu a ti
Pareço com você
Que parece eu
Há muito tempo
Tento a gente
Combinar
Penicilina e dor
Janela e cantador
Cor e cortina
Me anima
Me ensina
A não bater na quina
Andar na corda bamba
Saber virar na esquina
Déjà vu
Deixa ver
Eu a ti
Pareço com você
Que parece eu
Há muito tempo
Tento a gente
Combinar
Penicilina e dor
Janela e cantador
Cor e cortina
Me anima
Me ensina
A não bater na quina
Andar na corda bamba
Saber virar na esquina
Procurando um beijo a meia noite!!!
Estúpida razão,
Fria,
Morta,
Calculista.
Espera de redes,
Encanto,
Solidão.
Não sou eu quem te procura no meio da noite.
Não sou eu quem chora e ninguém ouve.
Não sou eu quem não acredita mais no amor.
Não sou eu quem penso em te beijar.
Não sou eu quem te espera como recompensa de meu penar.
Não sou eu quem nem sabe mas ser eu.
Nem sou mais eu quem escreve...
Versos soltos.
Sem sentido...
Sem paixão...
Ouço a mesma música enlouquecedora...
Bom dia tristeza...
Que tarde tristeza...
Você veio hoje me ver...
Já estava ficando...
Até meio triste...
Com saudades de você...
Meu amor...
Se eu disser que não te quero ter...
Acredita em mim e parte...
Sem dizer adeus...
Sem lágrima no olhar...
As lágrimas são minhas...
Pois é de lágrima que eu faço o meu mar pra navegar...
Fria,
Morta,
Calculista.
Espera de redes,
Encanto,
Solidão.
Não sou eu quem te procura no meio da noite.
Não sou eu quem chora e ninguém ouve.
Não sou eu quem não acredita mais no amor.
Não sou eu quem penso em te beijar.
Não sou eu quem te espera como recompensa de meu penar.
Não sou eu quem nem sabe mas ser eu.
Nem sou mais eu quem escreve...
Versos soltos.
Sem sentido...
Sem paixão...
Ouço a mesma música enlouquecedora...
Bom dia tristeza...
Que tarde tristeza...
Você veio hoje me ver...
Já estava ficando...
Até meio triste...
Com saudades de você...
Meu amor...
Se eu disser que não te quero ter...
Acredita em mim e parte...
Sem dizer adeus...
Sem lágrima no olhar...
As lágrimas são minhas...
Pois é de lágrima que eu faço o meu mar pra navegar...
sábado, 23 de mayo de 2009
Apague a porta e feche a luz meu amor...
Graças a deus que estou louco.
Meu coração estourou como uma bomba.
Que tudo quanto me dei voltou em lixo.
Sossega, coração inútil, sossega!
Sossega porque não há o que esperar.
E por isso, nada que desesperar também...
Adiemos tudo até que a morte chegue...
Ou a limitadora velhice.
Mas eu, em cuja alma se reflete as forças do universo,
Em cuja a reflexão emotiva e sacudida,
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas absurdas sucedem dentro de mim...
Eu o foco inútil de todas as realidades...
Eu o fantasma nascido de todas as sensações...
Eu o abstrato, o projetado pra fora de mim mesmo...
Olhos cegos do entardecer...
Lembro-me mas esqueço.
Tenho vontade de vomitar, vomitar a mim mesmo...
Tenho uma náusea, se eu pudesse comer o universo para em seguida vomitá-lo, eu o comeria...
Apague a porta...
Feche a luz...
É tudo que eu posso te dizer nesse momento...
Meu coração estourou como uma bomba.
Que tudo quanto me dei voltou em lixo.
Sossega, coração inútil, sossega!
Sossega porque não há o que esperar.
E por isso, nada que desesperar também...
Adiemos tudo até que a morte chegue...
Ou a limitadora velhice.
Mas eu, em cuja alma se reflete as forças do universo,
Em cuja a reflexão emotiva e sacudida,
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas absurdas sucedem dentro de mim...
Eu o foco inútil de todas as realidades...
Eu o fantasma nascido de todas as sensações...
Eu o abstrato, o projetado pra fora de mim mesmo...
Olhos cegos do entardecer...
Lembro-me mas esqueço.
Tenho vontade de vomitar, vomitar a mim mesmo...
Tenho uma náusea, se eu pudesse comer o universo para em seguida vomitá-lo, eu o comeria...
Apague a porta...
Feche a luz...
É tudo que eu posso te dizer nesse momento...
viernes, 22 de mayo de 2009
jueves, 21 de mayo de 2009
Serenata Suburbana
Levo a vida em serenatas,
somente a cantar.
Quem não me conhece
tem a impressão
de que sou tão feliz.
Mas não é isso não.
Se eu canto em serenatas
é para não chorar.
Ninguém sabe a dor que eu sinto,
dentro de mim.
Ninguém sabe porque vivo,
tão triste assim.
Se eu fosse realmente
muito feliz
não chorava quando eu canto.
Nem cantava
pra abafar meu pranto.
Capiba
somente a cantar.
Quem não me conhece
tem a impressão
de que sou tão feliz.
Mas não é isso não.
Se eu canto em serenatas
é para não chorar.
Ninguém sabe a dor que eu sinto,
dentro de mim.
Ninguém sabe porque vivo,
tão triste assim.
Se eu fosse realmente
muito feliz
não chorava quando eu canto.
Nem cantava
pra abafar meu pranto.
Capiba
The slow build - Duels
So we argue about the stupid things
Decide to take a week off from the binge
But just become more sick
And more deranged
It gets round can't take anymore
And did anything really change?
Do we have to be so tired
Can you think of something else to say?
Something inspired..
Oh well, that's just the way things go round here
Now we all love a good secret but,
Do you want to know the real reasons why?
We can't look each other in the eye, oh no
We will cry in the same films but
We cry for different reasons
The ending was good
That is uynderstood
The ending is near
Now what do you hear
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonely people are too late
The hum of the television talking to no-one
So we slept right through the night again
Thinking about what we said to our friends
It's nothing really, don't you fuss
Ain't nothing wrong with the two of us.
And the problems came from here
And there and everywhere
And the government says that we should care
Much more about each other
We have a contract with our brothers
Now we all love a good secret but,
Do you want to know the real reasons why?
We can't look each other in the eye, oh no
We will cry in the same films but
We cry for different reasons
The ending was good
That is understood
The ending is near
Now what do you hear
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonely people I'm too late
The hum of the television talking to no-one
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonley people are too late
The hum of the television talking to no-one
Talking to no-one
Talking to no-one
Talking to no-one
Decide to take a week off from the binge
But just become more sick
And more deranged
It gets round can't take anymore
And did anything really change?
Do we have to be so tired
Can you think of something else to say?
Something inspired..
Oh well, that's just the way things go round here
Now we all love a good secret but,
Do you want to know the real reasons why?
We can't look each other in the eye, oh no
We will cry in the same films but
We cry for different reasons
The ending was good
That is uynderstood
The ending is near
Now what do you hear
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonely people are too late
The hum of the television talking to no-one
So we slept right through the night again
Thinking about what we said to our friends
It's nothing really, don't you fuss
Ain't nothing wrong with the two of us.
And the problems came from here
And there and everywhere
And the government says that we should care
Much more about each other
We have a contract with our brothers
Now we all love a good secret but,
Do you want to know the real reasons why?
We can't look each other in the eye, oh no
We will cry in the same films but
We cry for different reasons
The ending was good
That is understood
The ending is near
Now what do you hear
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonely people I'm too late
The hum of the television talking to no-one
The slow build
The sound the machines make
The sound of a heart break
The sound of one person alone at the end of the night
The slow build
The sound that the trains make
Lonley people are too late
The hum of the television talking to no-one
Talking to no-one
Talking to no-one
Talking to no-one
lunes, 18 de mayo de 2009
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